A invisibilidade do povo negro

A carne mais barata no mercado é… o músculo!

Por Fernanda Evarista

Pois é, estamos tão acostumados a com a indescritível Elza Soares cantando que a mais barata é a “carne negra”, mas atentando para as noticias dos últimos tempos ouso dizer que hoje a carne negra se tornou quase invisível.

Assistindo a cobertura do massacre ocorrido no dia 13 de março, na escola de Suzano, onde dois ex-alunos de 17 e 25 anos promoveram uma barbárie que deixou 10 mortos e vários feridos, vi o relato de um jovem negro que percorreu centenas de metros, com uma machadinha cravada nas costas pedindo ajuda, sendo completamente ignorado pelo caminho, como se fosse uma cena corriqueira; outro exemplo é atenção midiática pífia dispensada as vitimas do ciclone que atingiu o sul do continente Africano, devastando países como Moçambique, Zimbábue, Malauí e deixando um grande rastro de mortes, cidades inundadas e uma onda de doenças como a cólera, que surgem após grandes inundações. Diferente da ampla visibilidade dada em 2004, quando os Estados Unidos foi devastado pelo furacão Catrina, a devastação do ciclone Idai só não foi silenciosa graças aos movimentos nas mídias sociais. Mesmo assim o que se vê são notas curtas, pequenas reportagens e absolutamente nada de comoção ou consternação.

Nessas situações citadas a frase “vidas negras importam”, chama a atenção e traz a certeza da sensação de invisibilidade. É absurdo ter de informar o obvio, que uma vida importa; que são pessoas com nomes, famílias, histórias; que o continente africano não é composto por miseráveis números na estatística da fome.  No Brasil, embora a população negra seja maioria, ainda é vista no grupo das minorias e nos subempregos, o que contribui para a invisibilidade social, que só é quebrada quando a pauta é negativa, quando se associa o negro a crimes e pobreza.

O racismo estrutural e institucional são as principias “capas de invisibilidade” que muitos usam para ignorar e subjugar o povo negro, porém este mesmo povo está se agigantando cada vez mais, para mostrar que está carne não está mais a venda.

Um comentário em “A invisibilidade do povo negro

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  1. Tem um dito popular que diz: “Quando um filhote de cachorro late é por que ele viu um grande latir!” Através dessa metáfora, digo:
    Temos que ser exemplo pra próxima geração não só nas palavras (*algumas vezes da boca pra fora) mas principalmente nas nossas ações (*mostrar a cara e assumir os feitos e defeitos) e compreendendo que “o meu direito acaba quando do outro começa!”

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