“TU x TU” na balança

Após décadas de espera Juiz de Fora votou a ser a única cidade do interior de Minas, com dois times na elite do futebol estadual.

Por Fernanda Evarista

Tupi e Tupynambás proporcionaram ao torcedor juiz-forano reviver o famoso clássico “TU x TU”, porem as semelhanças param por aí. Com campanhas distintas no Campeonato Mineiro 2019, o Tupynambás se classificou para as quartas de final da competição, enquanto o Tupi amargou a última posição, com uma campanha sem vitórias e um rebaixamento incontestável.

Para entender os resultados dentro de campo é necessário entender o que aconteceu fora dele. O Tupymanbás, também conhecido como Leão do Poço Rico, reativou seu departamento de futebol profissional em 2016, após reformular a gestão e organizar as finanças, fato que se tornou viável s graças ao lateral direito Danilo, atualmente no Manchester City, que atuou nas categorias de base do time juiz-forano entre 2004 e 2005, credenciando o clube a receber 0,5% do valor total das negociações do atleta, cerca de R$ 1,7 milhão, por meio dos cálculos do Mecanismo de Solidariedade da Fifa. Com a casa arrumada e finanças em dia o Baeta pode focar no retorno ao futebol, montando equipes com jogadores experientes na disputa das divisões mineiras, alcançando os resultados esperados e conquistando boas parcerias. A boa campanha no estadual desse ano credenciou o clube a disputar, pela primeira vez em sua história centenária, uma divisão do campeonato nacional.

Com retrospecto oposto o Tupi, também conhecido como Galo Carijó, se tornou nacionalmente conhecido em 2011, ao se sagrar Campeão Brasileiro da Série D jogando contra o tradicional Santa Cruz/PE. Na última década o Carijó chegou a estar entre os 40 melhores times do Brasil, quando disputou a série B do Campeonato Brasileiro em 2016. Porém após sua melhor colocação nacional, o clube se pôs em uma queda vertiginosa, acumulando descensos, sendo o mais recente no Campeonato Mineiro. Assim como seu rival local, os gramados refletiram o extracampo, expondo todos erros de gestão do clube, que hoje sofre com penhoras, processos e o esvaziamento do estádio. Há quatorze anos disputando a elite do Mineiro e a dez anos presente em alguma divisão do Brasileiro, o Tupi corre o risco que não ter agenda completa em 2020, caso não alcance o acesso da quarta divisão que se inicia em maio deste ano. Além de tudo isto o Tupi esta em ano eleitoral e, para quem acompanha de perto os caminhos Carijós, é possível fazer um paralelo com a política nacional, já que as opções que estão se desenhando para associados são continuar com quem está próximo aos atuais mandatários, já que a presidente não pode se reeleger, ou optar por um nome que, embora se coloque como algo novo e diferente da gestão atual, exerceu varias funções dentro do clube com a atual gestão.

Na realidade dos dois clubes em que um está em ascensão e outro com uma necessidade imensa de se reestruturar um fato chama a atenção que ambos não são valorizados pelo torcedor juiz-forano que mesmo nos melhores momentos não respondem enquanto público.

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