A prostituição. A história através dos tempos

A prostituição é um assunto que causa repulsa em muita gente e, ao mesmo tempo, atrai por ser extremamente intrigante. Ao longo da história, podemos sublinhar diversas mulheres, vistas como prostitutas, e que até foram mortas em decorrência disso.
Por Klaus Lovengsthy

Segundo algumas vertentes do feminismo contemporâneo, “puta” é sinônimo de mulher livre, logo, a essência pejorativa do termo foi redesenhada. Sem citar Madalena, que todo mundo já conhece, começamos por “Lilith”, sendo mito cultural ou não, foi denominada a primeira mulher de Adão, e representa um exemplo clássico da mulher livre, lascívia e subversiva. Agora, mudando de livro sagrado, dentro da filosofia de Thelema, cuja doutrina baseia-se no “Fazes o que tu queres, há de ser o todo da Lei”, o título da mulher fatal, fica pra “Babalon”. De fato, a grande puta da Babilônia, representa a liberdade sexual, impetuosidade e poder. Existe uma literatura extensa sobre a gênese desta correlação entre as mulheres livres, prostituição e pecado. “Lilith: a lua negra”, de Roberto Sicuteri, é um livro inquietante e muito interessante. “História da sexualidade: o uso dos prazeres”, Michel Foucault, é muito aclarador.

Neste sentido, a história e a mitologia trazem mais algumas dessas mulheres. Evidentemente que, não será possível transformar isso aqui em um TCC, e contar sobre inquisição, a prostituição na história, dentro das civilizações e etc. Mas Parent-Duchatelet é uma ótima referência, inclusive para entender sobre esta prática na Pré-história e Idade Antiga, e sobre os termos já vulgarizados: “Prostituição sacra e prostituição hospitaleira”.

Prostituição e contemporaneidade
Contudo, a prostituição que tem mais similitude à atual pôde ser observada no princípio da civilização egípcia. De fato, as mulheres detinham um poder incrível de lubricidade e se entregavam por grana. Já na Grécia, Afrodite de Pandemos, reconhecida como a vênus da Terra, personificava à prostituição.

Ademais, ainda na Grécia, pode-se citar às Heteras ou hetaira, são termos usados para designar as prostitutas de luxo na Grécia antiga. Entretanto, os serviços oferecidos não eram apenas sexuais, essas mulheres eram muito mais profícuas e prodigiosas. Assim, proporcionavam aos seus amantes, além do tesão, outro tipo de orgasmo: o mental. Detentoras de uma educação refinada e de um conhecimento que transcorre o ordinário, muitos procuravam para troca de conhecimento, cultura e questionamentos.

Para findar todo esse exposto, Simone de Beauvoir bradou em O Segundo Sexo: “Para que a prostituição desapareça, são necessárias duas condições: que uma profissão decente seja assegurada a todas as mulheres; que os costumes não oponham nenhum obstáculo à liberdade do amor”.

Na imagem: Afrodite Pandemos

Filme que tematiza o assunto sobre os filmes, o Clássico Francês “Jovem e bela”, traz uma garota melancólica, blasé e, ao mesmo tempo, extremamente sexual. Sinaliza bem aquela dualidade: “Devassa e inocente”. A garota divide o tempo entre a escola e o novo trabalho como prostituta de luxo, utilizando o
pseudônimo Lea.

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