O Batalhão Sagrado de Tebas

Desde os primórdios…

A História já nos contava que…

O Batalhão Sagrado de Tebas é considerado a primeira grande organização gay conhecida. O que foi o Batalhão Sagrado de Tebas? Foi uma tropa de soldados selecionados organizada pelo comandante Górgidas, em 378 a.C., as táticas e equipamentos do Batalhão Sagrado de Tebas eram de infantaria pesada grega e todos os seus membros eram hoplitas. Os hoplitas do século IV a.C., o período em que o batalhão sagrado foi fundado e atuou contra Esparta, contavam com equipamento pesado de última geração para a época, como capacete.

Por Klaus Lovengsthy

O Batalhão Sagrado de Tebas era composto por 150 casais gays. Esses homens eram escolhidos a dedo pela elite tebana e possuíam uma ampla experiência em combate. Eles eram considerados a força de elite do exército tebano. A decisão para escolher 300 amantes homossexuais, isto é, 150 casais gays, era de que os seus integrantes, lutando ao lado de seus amados, lutariam com maior ferocidade e vontade de defender a pessoa amada. Era também por isso que o batalhão era chamado de “sagrado”, já que os laços entre os dois amantes que entrariam no corpo seriam consagrados no santuário de Iolaus, amante de Hércules.

O batalhou desempenhou um papel crucial na Batalha de Lêuctra. Foi, no entanto, completamente aniquilado por Alexandre, o Grande, então ainda combatendo em nome de seu pai, Filipe II da Macedônia, durante a Batalha de Queroneia. O batalhão sagrado se recusou a se render, e com os seus amantes lutando lado a lado, foram mortos pelas falanges macedônicas, até o último homem. Até então, o batalhão sagrado nunca havia sido derrotado
em batalha, sendo essa sua primeira e única derrota.

Em sua honra, e em honra aos outros caídos durante essa batalha, os tebanos ergueram o Leão da Queroneia, que serviu para marcar o túmulo dos guerreiros tebanos que foram mortos nela. Sendo lutadores incríveis para a sua época, e compondo uma das forças de elite mais famosas da Grécia antiga, o Batalhão Sagrado de Tebas deve seu enorme sucesso não só
ao seu árduo treinamento e a sua prévia experiência em combate, mas também ao amor que eles sentiam pelos companheiros com quem eles lutavam. Os membros do Batalhão Sagrado de Tebas lutaram sua última batalha até a morte, comprovando não só o motivo pelo qual eles sempre lutaram, mas também deixando seu legado de coragem e amor para a história.

Acredita-se que os ossos dos guerreiros mortos são aqueles encontrados nos remanescentes de um antigo tumulus descoberto junto ao monumento do Leão de Queroneia.

Fonte:
Kláus Lovengsthy /História Geral / site Movimento Gay Brasil

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