Ressaca

By Dy Eiterer

Era a mesa de bar

O antídoto “de esquecer”.

As unhas batendo à borda do copo,

Os dedos sonhando as margens do corpo.

Era um estado quase febril:

Uma sensação de mormaço na nuca…

Seu hálito…

Seu (a)braço…

Meus tremores, vapores.

Era uma sede insaciável.

Era a boca sussurrando.

Era o pensamento girando,

As horas atormentando

E o abandono certeiro.

Mais uma alma ingênua.

Um pobre-diabo desavisado.

Uma aposta no amor:

Facasso!

Mais um bilhete perdido no espaço,

Um vão no peito,

O vazio.

A noite estendida em solidão.

Mais um final

(Nada feliz)

Em um conto sem fadas.

Restam as mensagens nas garrafas:

Beba, mas com moderação.

A dor de amor logo passa

E você se acostuma com a ressaca.

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