UM SONHO CHAMADO ALLIANZ PARQUE

Há pouco mais de um mês, o Palmeiras Juiz de Fora decidiu organizar uma excursão para São Paulo, a fim de acompanhar mais uma partida do clube paulista no Brasileirão. À frente desta viagem, esteve o “fêssor” Wesley, Bruno Lamas e Edgar Ottoni, encaminhando 49 torcedores apaixonados pelo Verdão e felizes com a campanha invicta na competição nacional.

Por Lucas Ignácio

O convite, a data e o momento do time, juntos, impulsionaram a vontade de realizar um sonho de criança, que na época se via um título a cada ano entre o período de 1998 a 2000. Conhecer e acompanhar um jogo do clube de coração é surreal. É difícil explicar a emoção vivida neste momento, porém tentarei dividí-las em partes um sonho chamado Allianz Parque.

EXCURSÃO

O Palmeiras Juiz de Fora conseguiu organizar uma excursão para São Paulo em meados do fim de abril para o mês de maio. O propósito da organização foi proporcionar a todos os envolvidos viverem a experiência de curtir um jogo do porco como mandante e sentir de perto o calor da torcida alviverde. E foi isso que aconteceu comigo. Logo quando vi o post do grupo em uma rede social, me empolguei e comecei a pensar em uma forma daquele sonho se tornar realidade.

Sem eu decidir pela minha ida, consultei ao meu chefe a possibilidade de responder o ”SIM” aos organizadores. Depois de uma semana de expectativa, recebi a resposta positiva que esperava e a partir daí foi controlar a ansiedade e me organizar para a tão sonhada viagem a São Paulo.

No último dia 8, saímos por volta das 2h40min de Juiz de Fora embarcando para São Paulo em uma viagem prevista para nove horas de duração. Com duas paradas, uma em Paraíba do Sul e a outra em Queluz, esta já dentro de São Paulo, onde se via apenas o céu todo coberto de branco e o clima bastante frio, imaginando uma sensação térmica menor ainda.

Durante o trajeto para a terra da garoa, fui escutando minhas músicas de pagode e tentando encontrar uma forma de descansar de uma noite cansativa de trabalho, visto que conseguir chegar, ainda que seja atrasado, às 2h15min no local combinado para encontro de todos e o embarque dos mesmos.

Na volta, no mesmo dia, por volta das 21h, fomos caminhando até um local em que o ônibus pudesse estacionar. Distante um pouco da entrada do estádio, fomos conduzidos a uma parte da avenida, em frente a um posto de gasolina. Com todos os passageiros a bordo e presentes,  novamente fui tentar dormir e descansar daquilo que sempre tive em mente conseguir na minha vida. Não é que consegui e vim cochilando desde São Paulo até aqui em Juiz de Fora, com a paz reinando dentro do ônibus com todos cansados.

Os nossos colegas Will (perdeu o RG, o celular e o ingresso para a partida) e Deley, nosso representante em Cataguases.

O TOUR NO ALLIANZ PARQUE

Chegamos a São Paulo por volta de 11h15. Marcado para 11h30, tivemos muitas dificuldades em obter informações corretas para a realização do tour no Estádio. Porém, o que vimos não foi aquilo que esperávamos. Parte do campo e uma vista rápida nos vestiários foram liberados para nós depois de muita insistência e um pouco de vontade da administradora do Allianz, a WTorre, pelos seus respectivos funcionários. Neles, foram possíveis tirar fotos, criar vídeos e acompanhar cada detalhe e caminho que percorria pelos arredores do que o Palmeiras e qualquer clube do Brasil merece.

Um campo visto como tapete, dois telões de alta qualidade, a vista do camarote do São Marcos, passagem de local por onde os atletas passam, com direito ao tobogan verde do porco grande, além de vestiário, local de aquecimento e até do VAR, presente neste torneio a partir de agora.

Em meio a tanta emoção, nos frustremos com o não-completo programa que construímos expectativas sobre aquilo, como conhecer a sala de imprensa, como desejo de todo futuro jornalista esportivo, entre outras coisas, como a falta de tempo razoável nos vestiários, a sala de troféus e o conhecimento das arquibancadas e seus setores,

Tudo que foi transformado em mídia pelo meu smartphone foi compartilhado nas minhas redes sociais. Espero que da próxima vez, eu insista com os funcionários do estádio e da CBF perguntando como faço para trabalhar ali, naquele serviço maroto e de exatidão como deve ser exigido. Dali eu me retirei e comprei um boné e um cavalinho para minha filha Laura.

O JOGO E O SONHO REALIZADO

A vitória sobre o Athletico Paranaense foi muito mais importante que os três pontos. Esteve além da defesa de uma invencibilidade que dura a 31 jogos do Brasileirão. O êxito e a continuidade na liderança complementaram a felicidade de estar em um lugar onde nunca desistir em nenhum momento de conhecer.

Por volta, aproximadamente, das 15h, eu e dois casais de colegas – Douglas, Thaiara, Dalton e Camila – adentramos ao Estádio Allianz Parque pelo setor que compramos nossos ingressos – o setor Gol Norte. Comprei logo na entrada um copo colecionável, em alusão ao confronto entre os times naquele dia. Sem importar muito com o lugar para ver o jogo, fiquemos em pé diante da parte diagonal onde o goleiro Santos, do Furacão, tentava proteger a sua meta, e conseguiu ao menos no primeiro tempo.

No pré-jogo e na etapa inicial, foram tirada mais fotos, ouvido cantorias das torcidas organizadas e tudo mais um pouco daquilo que se acompanha pela televisão. Porém, o sentimento não é o mesmo, o coração pulsa mais forte e mais rápido de forma presencial. Aquela visão que conseguimos dos jogadores e ídolos atuais do nosso clube, como Dudu, Felipe Melo, entre outro.

No intervalo, foi vivido a descontração realizada pelos mascotes periquito (o assanhado) e o Gobbato ( o abusado), que jogou meu boné para longe, no entanto consegui tirar foto dele antes do fato ocorrer.

Na etapa final, o nervosismo e a preocupação se tornaram iminente em meus gestos contra o juiz, o time e até ao próprio Felipão. Corneta, eu? Um pouco, mas prefiro sensato. Todo este sentimento se tornou felicidade e pura alegria, quando o juiz certamente apontou o centro da cal. Raphael Veiga soltou o foguete para as redes, decretou a lei do ex e tornou o meu dia perfeito.

Na saída, acompanhamos duas torcidas organizadas juntos cantando a música que vem empurrando o time  chamada “Sou Palmeiras, sim senhor”. Pronto. A vitória veio e com ela a sensação de ter conquistado aquilo que eu merecia naquele momento. Agradeço a todos os envolvidos neste sonho que foi realizado, graças ao nosso bom Deus, que é o nosso senhor e pastor, conhecedor de tudo. Estou muito feliz e pronto pra outra. Obrigado, PJF, por acreditar que não estou sozinho e que tenho pessoas para compartilhar esta emoção.  

Fotos: créditos para o Palmeiras Juiz de Fora

Um comentário em “UM SONHO CHAMADO ALLIANZ PARQUE

Adicione o seu

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: