Valeu, Guerreiras!

Acabou a Copa do Mundo Feminina para o Brasil. Eliminada pela França nas oitavas-de-final e na prorrogação, Marta e companhia saíram de cabeça erguida e com a consciência de que fizeram a melhor partida nesta edição do mundial. Não faltou garra, nem vontade, nem determinação, como disseram a camisa 10 do Brasil e a incansável Formiga.

Por Lucas Ignácio

As guerreiras do Brasil, denominadas em uma rede social e criada uma hashtag com a frase, superaram a desconfiança, colecionaram marcas e quebraram recordes na França. As mais veteranas como Marta, Cristiane e Formiga estão nesta lista, que incluem Debinha, Taísa e Letícia Santos, nas estatísticas individuais da competição, mostrando que a seleção brasileira feminina pode sim, ser mais forte coletivamente e aproveitar o legado deixado por elas. O torneio foi mais visado midiaticamente nesta edição, mas nacionalmente necessita muito mais de apoio e investimento por parte de todos nós.

A nossa rainha Marta se tornou a maior artilheira dos mundiais, tanto do masculino quanto feminino, com 17 gols, ultrapassando o alemão Miroslav Klose, 16 gols. A camisa 10 agora pode ser chamada com muito orgulho de “Rainha das Copas”. O feito foi registrado na partida contra a Austrália, quando balançou a rede adversária, cobrando penalidade. Além disso, Marta alcançou o feito de ser a única jogadora a balançar as redes em cinco mundiais diferentes (2003, 2007, 2011, 2015 e 2019).

Cristiane marcou três gols contra a Jamaica, na estreia do Brasil no Grupo A da Copa do Mundo. Com isso, a brasileira se tornou a jogadora mais velha a conseguir um hat-trick em Copas do Mundo, nas modalidades masculina e feminina, com 34 anos de idade e 25 dias, superando o melhor jogador do mundo na atualidade, o português Cristiano Ronaldo, que também alcançou o feito, porém com 33 anos de idade e 130 dias. Atingindo este feito, a atacante do São Paulo se junta as ex-jogadoras da seleção brasileira, Sissi e Pretinha, que marcaram um hat-trick cada uma na vitória sobre o México por 7 a 1 na Copa do Mundo de 1999 nos Estados Unidos.

A meio-campista Formiga, que declarou aposentadoria dos mundiais nesta edição, também deixou mais uma marca nas quatro linhas. Mesmo sofrendo problemas físicos, a protetora da zaga brasileira se tornou a jogadora mais velha a disputar a competição – 41 anos e 98 dias, ultrapassando a norte-americana Cristie Rampone com 40 anos e 12 dias, assegurando esta marca desde a Copa do Mundo de 2015 no Canadá.

Outra peça importante no ataque canarinho, foi a versátil Debinha. A atacante do North Caroline foi a que mais finalizou na seleção brasileira – 10 finalizações, três delas em direção ao gol e um aproveitamento de 30%. Apesar do baixo índice, Debinha foi a que teve mais oportunidades para marcar e tentou aproveitá-las. Outros números importantes podem ser destacados da jogadora: Ao lado da lateral-direita Letícia Santos, foi a mais caçada em campo, ambas sofrendo quatro faltas. Além disso, Debinha foi a que mais ficou em campo – 3 jogos / 270 minutos. Este feito também foi registrado pelas goleira Bárbara, zagueira Mônica, lateral-esquerda Tamires e a meia Thaísa.Thaísa, autora do gol contra as francesas, Tamires, Mônica, Bárbara e Debinha, além de Letícia Santos e as atacantes Ludmilla e Andressa Alves, serão a crosta brasileira de um universo esportivo, composto na maioria por homens, onde há ainda espaço para as mulheres brilharem dentro e fora dos campos pelo mundo afora, principalmente aqui no Brasil.

Créditos: Reprodução

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