O racismo estrutural ressoa no futebol

Com o final das principais competições de futebol do ano, a Copa do Mundo feminina e Copa América masculina, o saldo brasileiro foi de conquista e visibilidade dentro de campo. Porém, fora dele perdemos feio com situações explicitas de racismo estrutural, que é um conjunto de práticas, hábitos, situações e falas costumeiras que promove, direta ou indiretamente, o preconceito.

Por Fernanda Evarista

Na Copa do Mundo, embora as jogadoras canarinhas tenham feito uma partida maravilhosa, o que viralizou na internet brasileira foram os memes e comentários a respeito do cabelo crespo da zagueira francesa Wendie Renard. Deixaram de lado o fato da atleta ser uma das melhores zagueiras do mundo, para tecerem comentários pejorativos travestidos de opinião. Fato parecido circulou na internet após a estreia da seleção masculina na Copa América, com os comentários sobre o cabelo, também crespo, do atacante Willian, sempre travestido de liberdade de expressão e dicas de uma beleza padrão.

Infelizmente esta forma de racismo, por se apresentar nas entrelinhas, reverbera no futebol e acaba passando como “insinuações” despretensiosas escondidas em simples palavras como “denegrir”, “cabelo ruim” ou “tinha que ser coisa de preto”, que para quem fala pode ser algo inofensivo, mas para quem escuta causa grandes transtornos. Aos que ainda não conseguem entender como essa forma de preconceito funciona, sugiro fazer a experiencia de digitar no google “tranças bonitas” e em seguida “tranças feias” e comparar o resultado.

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