O FAMOSO TERMO DA DISCÓRDIA GAY- GGGG

A página ”Igreja de Santa Cher na Terra” postou um texto para explicar a seus seguidores o que seria um ”gay GGGG” no intuito de vilanizar homens gays dissidentes.

Por Klaus Lovengsthy

E começa elencando um festival de baboseiras sobre o que arbitrariamente considera um ”GGGG”: -Gays GGGG são gays que se importam ”apenas” com as questões dos homossexuais, sem ”nenhum recorte adicional”, nem se importam com toda a ”comunidade LGBT”.

-É unanimidade entre os GGGG ignorar nosso ”privilégio masculino”.
-”Por fim”, GGGG se recusam a chamar a Parada Gay de Parada LGBT, e desmerecem os motins de Stonewall, além de desmerecer pessoas LGBT afeminadas, pessoas trans e pessoas negras, que lutaram para que hoje os GGGG desfrutassem de direitos civis.

E aí a página de forma bastante pueril ilustrou o texto com a foto de um pavão. Bem, vamos aproveitar para desfazer alguns equívocos:

– O termo ”GGGG” foi uma tentativa de demonizar homens homossexuais dissidentes do mainstream do movimento LGBT. Conforme se pode observar no texto da ”Santa Cher”, corresponde a uma acusação de egoísmo. É bastante empregado por militantes transexuais e outras minorias recalcadas e rancorosas em disputas de poder interno; em função do caráter depreciativo inicial ele foi abraçado por alguns gays ativistas de forma provocativa.

Gays ”GGGG” são gays dissidentes que apoiam a independência das lutas das pessoas LGBT por considerar que esse formato de combo de ativismos sociais é autofágico e insatisfatório.
Não endossamos a expressão ”comunidade LGBT”: Não existe nenhuma ”comunidade LGBT”. Essas pessoas não são historicamente relacionadas entre si, não existe nem nunca existiu um termo guarda-chuva nativo que seja correspondente à ”LGBT”. Comunidade sociologicamente falando é um grupo de ”pessoas com características em comum”. O que uma mulher transexual heteronormativa e disfórica tem em comum com um homem gay?

Os gays dissidentes não são egoístas; nós lutamos por uma comunidade de milhões de indivíduos. Quantos gays existem na terra? faça as contas.

– Os gays dissidentes não ignoram o ”privilégio masculino”. São as feministas e os feministos que ignoram que a masculinidade não é um bloco monolítico. Compartilhar alguns privilégios com homens heterossexuais não nos torna iguais em privilégios a todos os homens. Gays são portadores de uma masculinidade subalterna. Receba. Ironicamente as pessoas que discorrem ad nauseum sobre o “privilégio masculino” de gays, jamais fazem tais acusações e apontamentos de privilégio masculino de bissexuais ou de homens trans com passabilidade cis. Também não apontam o privilégio branco de LBTs brancos demonizando-os, e tampouco discorrem sobre o privilégio hétero acessado por bissexuais.

– Não desmerecemos os motins de Stonewall. São as LGBT que querem enfiar na nossa goela abaixo suas mentiras grotescas sobre o início das lutas da comunidade homossexual, ignorando mais de 150 anos de resistência em prol das suas narrativas fictícias.

Nós gozamos de direitos conquistados na maioria esmagadora das vezes por homens homossexuais. Nossa dívida com eles é eterna.

– Nós traçamos recortes étnicos buscando sempre a visibilidade de homens gays negros e ressaltamos suas significativas contribuições para o avanço dos direitos civis homossexuais. Inclusive para sua informação e seu desgosto, há homens gays negros dissidentes nos apoiando.

Fonte: Resistência Gay

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