A Epopéia de Gilgamesh

Já dediquei anos estudando e comparando a outros documentos esse milenar poema tão valioso para as sociedades da Mesopotâmia, tida até que haja novas descobertas como o berço da civilização humana, berço das sociedades que fundaram as primeiras cidades, o comércio e agricultura, a invenção humana que fez possível o nascimentos das urbes, e daí reinos e impérios.

Por Klaus Penoni

Existe o poema documentado datado mais ou menos 1500 a.C, que é uma seleção dos contos que atravessaram gerações de forma oral.
Gilgamesh foi o quinto rei de Uruk uma cidade estado suméria, embrião da que veio a ser conhecida como Babilônia. Em verdade idolatrado como um semi-deus, dizia-se ter força sobre humana, é tido como o rei-guerreiro que consolidou a independência de Uruk e construiu a poderosa muralha que a defendia. Era um homem arrogante e tirano, arregimentava homens à força para seu exército e violentava virgens. Um Ogro herói. Para frear o grande guerreiro os deuses criam Enkidu, um homem selvagem, coberto de pêlos e de feições demoníacas.

Após o primeiro grande confronto entre os dois, eles tornam-se amigos, se afeiçoam extremamente um ao outro e juntos vivem incríveis aventuras. Resumindo, se apaixonam.

Juntos matam um monstro enviado pelos deuses chocados por seu plano ter falhado. Enkidu é condenado pelos deuses e adoece e morre, levando Gilgamesh ao arrependimento a desolação e o choque por se saber também mortal. Lança-se numa busca desenfreado pela imortalidade. Na busca Utnapishtim, sobrevivente do grande dilúvio, este lhe fala de uma planta capaz de lhe dar a sonhada imortalidade. Encontra a tal planta e retornando ao seu reino ela é roubada por uma serpente.

Gilgamesh retorna a Uruk, encontrando as grandes muralhas construídas por ele, que seriam sua grande obra duradoura. Morre ainda lamentando seu amigo, parceiro de aventuras e amante.

Este poema, um dos textos mais antigos da humanidade é a fonte da qual beberam diversos livros sagrados de variados povos, inclusive os hebreus. Os arquétipos estão todos neste longo poema, o homem semi-deus de força sobre humana, (Hércules e Héracles) o dilúvio, relato comum a quase todas culturas, o amor como grande redentor, os castigos divinos, os planos de homens e deuses se desencontrando, a serpente mudando o rumo humano e o deixando pagar por seus pecados. Guerreiros amantes, compartilhando um amor de forma quase celestial, também encontrados na mitologia, indiana, chinesa, romana, grega com Aquiles e Patroclo, hebréia com Davi e Jônatas, egípcia com Hórus e Seth.

Este texto é de uma riqueza tão imensa que nunca perco a oportunidade de reler ou estudar opinião de algum outro estudioso dessa bela obra, que influenciou tantas culturas e incrivelmente ainda nos influência.

Contei a história de forma resumidissima, fiquem a vontade a perguntar detalhes e questionar.
Terei prazer em responder. Lembro aos que conhecem alguma versão, que como citei no início, existem várias versões, mesmo as baseadas no texto cuneiforme, afinal historiadores antigos faziam sua própria interpretação.

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