Pan 2019: Brasil termina em segundo lugar no quadro de medalhas

As conquistas de 55 ouros, 45 pratas e 71 bronzes, levou o Brasil à vice-liderança do quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019.

Por Lucas Ignácio

Foto-texto: Natação – Créditos: Wander Roberto/COB

A capital do Peru que recebeu uma delegação brasileira mais enxuta, com menos de 500 atletas, sendo a menor desde 2003, porém se destacando em esportes individuais. Atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil repetiu o feito atingido em 1963, no Pan de São Paulo.

Além do segundo lugar, o Comitê Olímpico Brasileiro conseguiu alcançar três importantes objetivos não colocados como meta pela entidade, são elas: maior conquista de medalhas de ouros, foram três a mais do que no Pan de 2007, presença maciça no pódio, 171, sendo 14 vezes maior do que a marca anterior, e o feito histórico na quadra de medalhas que não vinha há 56 anos.

O país garantiu pelo Pan, um lugar na Olimpíada de Tóquio 2020 no handebol feminino, tiro com arco, tênis de mesa, tênis, pentatlo e vela, porém o handebol masculino e o tiro esportivo não conseguiram o mesmo êxito. Em comparação a número de modalidades no Rio 2017, o Brasil conquistou uma medalha a mais (41 a 40) e finalizou com a mesma quantidade de medalhas de ouro conquistadas (22).

Pela quarta vez seguida, o carro chefe do Brasil foi a natação. Com destaque para Bruno Fratus e Etiene Medeiros, ouros no 50m livre, e outras 28 medalhas conquistadas dentro da piscina, o país festeja a melhor campanha no esporte em Jogos Pan-Americanos. Dos 34 nadadores brasileiros que vieram à Lima, 31 voltarão para casa com ao menos uma medalha.

Tradicional em solo brasileiro, a vela celebrou as medalhas de ouro das campeãs olímpicas, Martine Grael, filha de Torben Grael (ouro em Atlanta 1996 e Atenas 2004), e a Kahena Kunze, ambas na classe 49er FX. Além delas, festejaram suas respectivas medalhas no pódio: Bruno Lobo (ouro na Fórmula Kite), Matheus Dellagnelo (ouro na Sunfish), o trio Cláudio Biekarck, Gunnar Ficker e Isabel Perugini (pratas na classe lightning), e a dupla Juliana Duque e Rafael Britto (bronze na snipe).

Com onze medalhas de ouro, o atletismo e a ginástica rítmica superaram o resultado ruim em Toronto 2015 e voltaram a colocar o país como potência no continente. Outros fatos históricos, principalmente com títulos inéditos, foram registrados em Lima: o primeiro título no badminton e nas águas abertas, o primeiro ouro no boxe feminino, patinação, taekwondo e triatlo, primeira dobradinha do individual geral da ginástica, primeiro pódio nos saltos ornamentais e ouro na pelota basca, em primeira participação brasileira com Felipe Otheguy.

Para finalizar, o COB exaltou a participação feminina na competição continental. Em relação a conquistas em Pans, as mulheres com seus 20 ouros e 67 pódios no total em Lima, superaram Toronto 2015 (13 e 63), Guadalajara 2011 (6 e 21) e Rio 2007 (15 e 57). Com diferença de 14 horas adiantadas do Japão em relação ao Peru, o Brasil deve continuar ligado, pois a chave para Tóquio 2020 começa de vez agora.

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