O café atravessa fronteiras

Dy Eiterer

A chegada do café no continente europeu foi em meados de 1570, mas, só em 1615, ele chegou na cidade de Veneza, por comerciantes italianos, negociando com os árabes.

Até então, apenas os árabes dominavam os saberes do café, embora, alemães,  franceses  e  italianos já tivessem tentado descobrir  uma  maneira  de  desenvolver  o  plantio  em suas  colônias. 

Foram  os  holandeses  que  conseguiram  as  primeiras mudas dos cafeeiros  e  as cultivaram  em  estufas  do  jardim  botânico  de  Amsterdã,  aumentando o consumo do café no Velho Mundo e  passando  a  fazer parte  definitiva  dos  hábitos  dos  europeus.

Mas nem tudo correu bem com a chegada do café à região europeia. Assim como ocorreu na Turquia, houve a intenção de se proibir a bebida.

Alguns clérigos sugeriram que o café deveria ser excomungado, por ser obra do diabo e, também, por associa-lo ao islamismo, já que foi pelos árabes que a bebida ficou conhecida. 

O papa Clemente VIII, contudo, após provar a bebida, tendo gostado do sabor e dos efeitos, decidiu que ela deveria ser batizada para que se tornasse uma “bebida verdadeiramente cristã”, tendo seu consumo liderado.

Papa Clemente VIII

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