Cem anos depois, Villa Iracema volta a resplandecer

Dy Eiterer

Fechado há muitos anos, o casarão da Rua Espírito Santo, n°651, pertence ao Hospital Oncológico 9 de Julho e, por falta de preservação já apresentava sérios danos estruturais, ameaçando sua integridade. Tombado como Patrimônio Cultural Material de Juiz de Fora desde 1999, o casarão, além de um exemplar da arquitetura eclética com inserções de Art Nouveau, tem grande capital histórico e afetivo para a cidade.

Seu primeiro nome, Villa Olympia, homenageava sua prioritária, Olympia Peixoto, portuguesa radicada em Juiz de Fora. A Construtora Pantaleone Arcuri em 1914 iniciou as obras e sua marca está presente em detalhes da construção, como era costume à época.

A Villa foi inaugurada em 1918 e, em 1943, tornou-se propriedade de Raphael de Souza Antunes (pecuarista e empresário da cidade). O casarão foi um mimo  de comemoração dos 25 anos de casamento do casal Souza Antunes, momento em que passou a se chamar Villa Iracema. 

Primeira casa com piscina da cidade de Juiz de Fora, hoje área aterrada e usada como estacionamento, além de ser um exemplar da arquitetura de luxo, glamour e pioneirismo, o casarão relembra o período no qual foi construído e em que o Bairro Granbery e a Rua Espírito Santo eram símbolo de prestígio na cidade.

A Rua Espírito Santo era famosa por abrigar um colégio feminino, um hotel, três secos e molhados e o Teatro Novelli, em uma ocupação tardia com relação às ruas mais centrais como a Halfeld e a Presidente Getúlio Vargas, mas muito significativa no processo de industrialização da cidade.

Importante ressaltar a proximidade do casarão com a Alfândega Seca, a Escola Normal e a Cia Mineira de Eletricidade, ou seja, uma área potencialmente nobre.

Em 2019, na exposição que comemorou os 30 anos da DIPAC  – Divisão de Patrimônio Cultural – da FUNALFA, peças do Villa Iracema e moldes usados na reconstrução de detalhes estavam no acervo, relembrando a importância do casarão e assinalando que, em breve, pouco mais de 100 anos depois, o esplendor voltaria a um dos casarões mais importantes da cidade.

Foto: Marcelo Ribeiro

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