Entre o chá e o café: os holandeses são os comerciantes do momento

Dy Eiterer

Foi em meados dos séculos XVI e XVII que os holandeses começaram a se despontar como bons comerciantes e, entre sua especialidade de venda e consumo, destacaram o chá e o café.

Como eram bons navegadores, os holandeses logo iniciaram em suas colônias o plantio de café – devemos lembrar aqui que ao longo da Idade Moderna, a Holanda era um dos países mais influentes da Europa, dominando regiões e cultivando produtos relacionados às modas vigentes, entre essas o consumo de açúcar e café.

Quem não se lembra das aulas de História em que o Brasil começou a ter concorrência no açúcar com as Antilhas, colônia holandesa? Pois bem, eles eram mesmo muito influentes e empreendedores.

Inicialmente, os grãos de café foram cultivados no Jardim Botânico de Amsterdã, em 1616, quando  um botânico iniciou experimentos da produção de café  em pequenas estufas e, de lá, as plantas foram espalhadas para as colônias no restante do mundo.

Como a experiência foi bem sucedida e havia viabilidade comercial do produto, logo, os holandeses se destacaram mais que os árabes e tornaram-se os maiores produtores e distribuidores de café da Europa e do mundo.

As colônias nas áreas tropicais receberam bem as mudas de café como na região da Costa de Malabar, na  Índia, e, posteriormente, em 1699, na região da  Batávia (Java), na atual Indonésia e não demorou muito para que, em alguns poucos anos, os holandeses fossem os maiores responsáveis pela distribuição de café  na Europa, difundindo o produto de suas colônias.

Foi também devido aos holandeses que o café chegou nas fronteiras do Brasil através da Guiana Holandesa, atual Suriname. As mudas que vieram do Jardim Botânico de Amsterdã floresceram e ganharam cada vez mais espaço, mais tarde, adentrando no Brasil (um futuro post!).

Vale ressaltar que o sucesso dos holandeses se deu porque, em um primeiro momento, o café era considerado uma bebida medicinal e, posteriormente,  com a aceitação e aumento do consumo pelas elites e da burguesia, que cultivavam um gosto especial  pelos excêntricos produtos do Além Mar, consumir café passou a ser um importante diferenciador social.

Outro fator curioso está na relação da religião com o café: o protestantismo, atribuía ao café um ar de sobriedade muito valorizado e os seus convertidos vivaram, também, apreciadores da bebida.

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