Pátria acima de todos?

Padre Eduardo Faria

Colocar o que quer que seja acima do ser humano pode ter consequências inomináveis para a Sociedade, e tem-se percebido isso de diversas formas, mas algumas mais dolorosas do que outra!

O extermínio da população pobre, materializado neste final de semana na morte de uma criança de 8 anos traz muitos questionamentos e aponta na direção em que se pretende a análise posta, e por isso deve nos “provocar”…

Quais são os valores principais em uma sociedade que pensa que há uma relativização de vidas, julgando que algumas valham menos e podem inclusive ser “utilizadas” para a manutenção/preservação de outras?

Quais os critérios para mensurar o “mais importante” socialmente, a ponto de dizer que este ou aquele fator deve preponderar em qualquer tomada de decisões?

Não é muito diferente “medir” a importância de uma vida da decisão de alocação de recursos sociais, eis que o extermínio nem sempre vem por uma bala, mas pode vir – e muito mais vem – de outros elementos como: falta de remédios, diminuição de políticas públicas, aumento do abismo social…

Se furtar a pensar nestas questões e fugir do foco principal daquilo que deve ser considerado como Sociedade: a promoção do BEM COMUM.

Se não é bem de TODOS, com certeza é uma forma de assassinato, e por isso não pode ser aceito como prática social.

Ao final, mais do que conclusões, as questões acima postas devem nos lançar provocações…

E a pergunta que deve resultar do aprofundamento das reflexões é: “Quantas mãos seguravam a arma que deu o tiro fatal?”  

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