Ofertório

Dy Eiterer

Será, então, quando meu corpo-dia
Estiver cansado ou aflito,
Carente de pouso ou alegria,
Que verei em ti meu lugar bendito.
Serás para mim como a noite:
Umas mãos e uns braços envolventes,
Alívio para alma, abandono do açoite
Que me para nas costas quando de ti fico abstinente.
Serás o peito no qual me entrego
Tal qual altar dos deuses,
Tal qual imensidão em que navego,
Sem medir quantos esforços nem contar as vezes
Pelas quais me perdi e me achei,
E me despi e me acolheste,
Guardando-me como joia de um rei,
Convertendo meus vermelhos ímpetos em calmaria celeste.
Serás, então, minha hora preferida,
A de completas poesias e cumplicidades,
A que recebo teus olhares, desinibida,
E te ofereço minhas vontades.

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