Explosões

Dy Eiterer Todo movimento é explosão Impulso maior (Do corpo e das ideias) Ação desmedida O voo intrépido Resultado das ebulições internas Essas que me consomem Que me fazem ferver Que me levam por sua conta Para meus desejos mais profundos Que a sensatez manda esconder Cá estou eu Em efervescências Em calores Em vapores... Continuar Lendo →

Despertar

(Dy Eiterer) Não sei se o quero mais Despertando meu sono E todos os meus sentidos Ou Se o quero Morpheus, Às portas de meu anoitecer, Invadindo-me os sonhos. De fato, eu o quero em minha cama Entre lençóis Entre pernas Entre delícias Entre em mim.

Saciedade

Por Dy Eiterer Haverá um momento terminal Em que os olhos se fecharão. Não mais como guardiões do gozo, Não mais decorando seus contornos. E restará, em algum escombro de memória, Tudo o que já fomos um dia. O corpo deitado O sabor à prova Na ponta da língua Calores eternos Vapores de desejo O... Continuar Lendo →

Flor

Por Dy Eiterer Pousam em mim, os beijos, como borboletas: Leves, coloridos, em buscas mais profundas. Tocam-me os lábios e bebem minha sorte do dia: Às vezes, auspícios, noutras, hospícios. É que gosto de loucuras. É que quebro certas regras. É que meus versos são mais doces que os beijos, Mais alados que as borboletas... Continuar Lendo →

Feitiços

Invoco através de meus versos Ausências doloridas, Amores incompatíveis, Saudades insaciáveis. Faço dos corpos campo de batalha, Margem alcançada, Selva desbravada. Em meu corpo já morou o amor, Já dormiu a saudade, Já tatuou-se a ausência, Hoje é meu caldeirão de magia, Meu vulcão, minha fonte de energia. Faço das palavras os ingredientes necessários Para... Continuar Lendo →

Dança de Espadas

Por Dy Eiterer Danço a noite, a madrugada passa: Afio o gume da espada e a equilibro bem: Se na cabeça, corto os pensamentos, Se no quadril, a vontade não vem. Fio a fio vou tecendo poemas, Escrevo com a destreza da artesã: Tenho dias de costureira, amarrando destinos; Tenho dias de bordadeira, enfeitando silêncios... Continuar Lendo →

Onde dorme o Amor?

Por Dy Eiterer No meu peito fiz acolhida, preparei seu ninho, mas a cama ainda está vazia. O vento frio quase congela os sentimentos... nada os aquece a não ser (seus) sorrisos. Choro saudades antigas, desde mil quinhentos e tal... desde terras distantes... desde sonhos surreais e coloridamente confusos. Só você vinha em preto e... Continuar Lendo →

Fogueira

Uma prosa poética, pra esquentar esse frio! Fogueira (Por Dy Eiterer) Ardia desafiando qualquer inverno. Seus olhos embrasados eram algo entre um desespero e um chamado, dois demônios internos que abrigava sem reclamar. E, olhando fixamente um ponto em meu corpo, era capaz de ser convite e correntes: inegável, envolvente. A língua de fogo que... Continuar Lendo →

Teimosias

Aos avisos que me foram dados, Dei de ombros, Larguei pelos caminhos, Ignorados. Se não era pra seguir, Por que havia estrada ali? Fiz ouvidos de mercador, Não ouvi as conversas bizantinas, E cá estou: caminhante-teimosia. Se o precipício é sem fundo Talvez eu aprenda a voar. Se não, terei cacos pra ajuntar. O que... Continuar Lendo →

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