Fagulhas

Dy Eiterer Na falta do que sentir, encarava as paredes.Na falta do que cantar, calava as esperanças. Emudecia até os Chicos (Buarque, Cesar, Science) com seu desprezo pelo som próprio e alheio.Imersa na solidão que cobre as casas nas madrugadas e toma lugar até nas camas dos casais, estalava os dedos e imaginava faíscas.Faíscas.Centelhas.Fagulhas.O instante... Continuar Lendo →

Poesia e prazer: corpo e alma em sintonia

Dy Eiterer O juizforano Murilo Mendes já dizia que "poesia não pode nem deve ser um luxo para alguns iniciados: é o pão cotidiano de todos, uma aventura simples e grandiosa do espírito". Sendo assim, as inúmeras possibilidades da poesia alcançam a todos para a vivência com a palavra, respeitando a individualidade de cada um.... Continuar Lendo →

Mordidas

Dy Eiterer Eu não sei de onde vensNem os caminhos que percorresTampouco imagino onde está a planta dos teus pésE se teus sonhos se movemMas é aqui, sob os meus olhosQue teus olhos se fechamE teu corpo é entregue ao cansaço rotineiroÉ aqui, semeado em mim,Em cada canto-breu desse quartoQue tua sombra se perdeSe mistura... Continuar Lendo →

Explosões

Dy Eiterer Todo movimento é explosãoImpulso maior(Do corpo e das ideias)Ação desmedidaO voo intrépidoResultado das ebulições internasEssas que me consomemQue me fazem ferverQue me levam por sua contaPara meus desejos mais profundosQue a sensatez manda esconderCá estou euEm efervescênciasEm caloresEm vaporesEm explosões

Explosões

Dy Eiterer Todo movimento é explosão Impulso maior (Do corpo e das ideias) Ação desmedida O voo intrépido Resultado das ebulições internas Essas que me consomem Que me fazem ferver Que me levam por sua conta Para meus desejos mais profundos Que a sensatez manda esconder Cá estou eu Em efervescências Em calores Em vapores... Continuar Lendo →

Despertar

(Dy Eiterer) Não sei se o quero mais Despertando meu sono E todos os meus sentidos Ou Se o quero Morpheus, Às portas de meu anoitecer, Invadindo-me os sonhos. De fato, eu o quero em minha cama Entre lençóis Entre pernas Entre delícias Entre em mim.

Saciedade

Por Dy Eiterer Haverá um momento terminal Em que os olhos se fecharão. Não mais como guardiões do gozo, Não mais decorando seus contornos. E restará, em algum escombro de memória, Tudo o que já fomos um dia. O corpo deitado O sabor à prova Na ponta da língua Calores eternos Vapores de desejo O... Continuar Lendo →

Flor

Por Dy Eiterer Pousam em mim, os beijos, como borboletas: Leves, coloridos, em buscas mais profundas. Tocam-me os lábios e bebem minha sorte do dia: Às vezes, auspícios, noutras, hospícios. É que gosto de loucuras. É que quebro certas regras. É que meus versos são mais doces que os beijos, Mais alados que as borboletas... Continuar Lendo →

Feitiços

Invoco através de meus versos Ausências doloridas, Amores incompatíveis, Saudades insaciáveis. Faço dos corpos campo de batalha, Margem alcançada, Selva desbravada. Em meu corpo já morou o amor, Já dormiu a saudade, Já tatuou-se a ausência, Hoje é meu caldeirão de magia, Meu vulcão, minha fonte de energia. Faço das palavras os ingredientes necessários Para... Continuar Lendo →

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