Mordidas

Dy Eiterer Eu não sei de onde vensNem os caminhos que percorresTampouco imagino onde está a planta dos teus pésE se teus sonhos se movemMas é aqui, sob os meus olhosQue teus olhos se fechamE teu corpo é entregue ao cansaço rotineiroÉ aqui, semeado em mim,Em cada canto-breu desse quartoQue tua sombra se perdeSe mistura... Continuar Lendo →

Existência

Dy Eiterer A poesia existeE envolveu-me em seus braços.Abrigou todo meu corpoNum apertado abraço,Segurando-me (forte) pela cinturaE tirando meus pés do chão.A poesia foi-me sussurradaAo pé do ouvidoComo prece,Como sentençaDe atear fogoE incendiou-me.E queimei Mais do que todas as fogueirasPorque meu fogo interior,Minhas próprias chamas,Eram muito maiores.A poesia existe e tocou-meA pele, os sentidos,Como se fossem... Continuar Lendo →

Explosões

Dy Eiterer Todo movimento é explosãoImpulso maior(Do corpo e das ideias)Ação desmedidaO voo intrépidoResultado das ebulições internasEssas que me consomemQue me fazem ferverQue me levam por sua contaPara meus desejos mais profundosQue a sensatez manda esconderCá estou euEm efervescênciasEm caloresEm vaporesEm explosões

Explosões

Dy Eiterer Todo movimento é explosão Impulso maior (Do corpo e das ideias) Ação desmedida O voo intrépido Resultado das ebulições internas Essas que me consomem Que me fazem ferver Que me levam por sua conta Para meus desejos mais profundos Que a sensatez manda esconder Cá estou eu Em efervescências Em calores Em vapores... Continuar Lendo →

Despertar

(Dy Eiterer) Não sei se o quero mais Despertando meu sono E todos os meus sentidos Ou Se o quero Morpheus, Às portas de meu anoitecer, Invadindo-me os sonhos. De fato, eu o quero em minha cama Entre lençóis Entre pernas Entre delícias Entre em mim.

Flor

Por Dy Eiterer Pousam em mim, os beijos, como borboletas: Leves, coloridos, em buscas mais profundas. Tocam-me os lábios e bebem minha sorte do dia: Às vezes, auspícios, noutras, hospícios. É que gosto de loucuras. É que quebro certas regras. É que meus versos são mais doces que os beijos, Mais alados que as borboletas... Continuar Lendo →

Feitiços

Invoco através de meus versos Ausências doloridas, Amores incompatíveis, Saudades insaciáveis. Faço dos corpos campo de batalha, Margem alcançada, Selva desbravada. Em meu corpo já morou o amor, Já dormiu a saudade, Já tatuou-se a ausência, Hoje é meu caldeirão de magia, Meu vulcão, minha fonte de energia. Faço das palavras os ingredientes necessários Para... Continuar Lendo →

Dança de Espadas

Por Dy Eiterer Danço a noite, a madrugada passa: Afio o gume da espada e a equilibro bem: Se na cabeça, corto os pensamentos, Se no quadril, a vontade não vem. Fio a fio vou tecendo poemas, Escrevo com a destreza da artesã: Tenho dias de costureira, amarrando destinos; Tenho dias de bordadeira, enfeitando silêncios... Continuar Lendo →

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