Saciedade

Por Dy Eiterer Haverá um momento terminal Em que os olhos se fecharão. Não mais como guardiões do gozo, Não mais decorando seus contornos. E restará, em algum escombro de memória, Tudo o que já fomos um dia. O corpo deitado O sabor à prova Na ponta da língua Calores eternos Vapores de desejo O... Continuar Lendo →

Flor

Por Dy Eiterer Pousam em mim, os beijos, como borboletas: Leves, coloridos, em buscas mais profundas. Tocam-me os lábios e bebem minha sorte do dia: Às vezes, auspícios, noutras, hospícios. É que gosto de loucuras. É que quebro certas regras. É que meus versos são mais doces que os beijos, Mais alados que as borboletas... Continuar Lendo →

Feitiços

Invoco através de meus versos Ausências doloridas, Amores incompatíveis, Saudades insaciáveis. Faço dos corpos campo de batalha, Margem alcançada, Selva desbravada. Em meu corpo já morou o amor, Já dormiu a saudade, Já tatuou-se a ausência, Hoje é meu caldeirão de magia, Meu vulcão, minha fonte de energia. Faço das palavras os ingredientes necessários Para... Continuar Lendo →

Janela

Toma conta de mim. Cede seu (a)braço um pouquinho. Mesmo nas horas que eu pareço forte. Às vezes, preciso fugir de mim. Seja meu abrigo. Eu pareço dar conta de tudo, Mas tem uma hora que estanco. Sofro. Choro. Quero colo. Careço de sorriso, Seu carinho em meus olhos, Minha paisagem favorita. Às vezes, quero... Continuar Lendo →

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